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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Os dois mundos

Impõe-se à cabeça a condição derradeira de não ultrapassar a dissertação para além do aceitável, o que quer dizer -e porque aqui é o virtual- que o texto não terá mais de 2 minutos de leitura, poderá conciliar-se num sumário apenas pelo enviusado do olhar ao último parágrafo e o encaixe de algum eventual comentário será na medida das letras comidas certeiro, se bem que nestas coisas da sensibilidade é tudo muito subjectivo.
Mas se este mesmo apontamento estivesse inscrito na planicie branca -analógica (será???)- aí a atenção sería refém e a custo pedir-se-ía que o fim se evitasse. Bom, ninguém leva a sério um escritor de livros de 20, 30 pag.s, isso é quase um catálogo.
Passado este parentesis, começo:
Os dois mundos.
Esse tão ansiado quanto utópico, o mundo desejável.
Não vou escalar razões nem tão pouco sonhos, há-os no colectivo e depois aqueles que guardamos na íntima vontade e alimentamos para não deixar definhar até ao fastio completo.
O outro mundo é a escrita.
A maravilha que produz sensorialmente, a capacidade de nos objectivarmos e saltarmos muros mais altos que todo o nosso tamanho, a capa com que nos cobrimos e desnudamos. Fornece energia a quem a executa, fornece energia a quem vampiricamente obtém de graça uma transfusão de sangues novos e fluidos que nutrem o corpo, a alma.
E pronto. Era só isto quería dizer, os dois mundos. O desejável e o da escrita.

10 comentários:

O outro lado do espelho disse...

São dois mundos diferentes?

Teresa Durães disse...

o da escrita é excelente porque também o torna desejável (e onde conseguimos movimentar personagens para entender os passos)

Tchi disse...

Gostei do maravilhoso mundo da escrita, de ti.

Muito.

Abraço.

marisa disse...

"a quem vampiriricamente obtém de graça uma transfusão..." gosto desta definição, na qual me encaixo. Obrigada por me deixares "beber" das tuas palavras.
beijo
marisa

so lonely disse...

num ou nuns dos teus escritos, não sei quando nem onde, terá sido neste mundo? achei-te surrealista.
aqui e agora, e já de algum tempo a esta parte, acho-te subversiva. o que, a meu ver, é das melhores coisas que se pode ser...

Gasolina disse...

O outro lado do espelho,

São mundos diferentes sim, assaz.

O desejável é o sonhado, nem sempre realizável, nem sempre possível.

O da escrita é o sonhado e cumprido pois o poder do destino está nas mãos do autor.

Gasolina disse...

Teresa,

Ora aí está!!!

É isso mesmo Teresa Durães!

Gasolina disse...

Tchi,

Obrigado.

O teu mundo de cores e brilhos é inspiração.

Um beijo grande

Gasolina disse...

Marisa,

O engraçado é que também eu sou vampiro e de que maneira!

Aliás, será que sem se ser se pode dar essa transfusão?

Acho que não, isto é uma contínua aprendizagem.

Abraço apertado até ao Reno. Na correnteza vai um beijo meu para ti.

Gasolina disse...

So lonely,

Vou só dizer obrigado.
E gozar o momento...