Todos os textos são originais e propriedade exclusiva do autor, Gasolina (C.G.) in Árvore das Palavras. Não são permitidas cópias ou transcrições no todo ou/e em partes do seu conteúdo ou outras menções sem expressa autorização do proprietário.

sábado, 5 de setembro de 2009

Tempestade(S)

Por estas alturas lembrava-se sempre de tempestades, daquelas ruidosas, estaladas, que se sentem na distância o cheiro de enxofre pelo embate das nuvens, era assim que tinha aprendido, depois deixar o nariz levar-se guiar até sentir a primeira gota, a seguir a correría para escapar do molhado.


Nunca vira uma tempestade. Só as sabía pelos livros. As que mais gostava eram as de mar em que barcos escuros eram empinados em coroas brancas por águas que se levantavam em forma de C grande.


Tudo o que havía a saber sobre tempestades sabía-o e tão pouco interessava que as maiores fossem as de dentro de si ou as da palma da mão a molhar-se nas gravuras ou ainda as que nunca tendo assistido escutava distintamente o seu aproximar.


Já não corría pelo que nunca tinha visto. Para quê se podía fazer uso das pernas para nadar no revolto da água salgada ou enraizar-se como uma árvore à espera de seiva para saber-se viva. Era só querer.











Obrigado a tantos que aqui vieram.

13 comentários:

f@ disse...

Tempestade em forma
numa letra qualquer curvada sobre as nuvens...

salpicos gigantes a borbulhar em copo de refresco...

Gosto mto da tua forma de transmit i r...

!nfinito
beijinho

marisa disse...

é isso, é só quereres...
feliz, muito feliz com o teu regresso.
abraço apertado
marisa

Vicktor disse...

Querida Gasolina

Faz-me falta a seiva das tuas palavras, faz-me falta todas as letras que escreves.

É o meu vício de ti.

Beijinhos.

casa de passe disse...

Sim, as maiores são as que me estalam dentro da cabeça. As que me tiram o sono, as que trazem pelo ar recordaões adormecidas.

Alice, a fininha

Papoila disse...

Vou passar pela Barata na Avª de Roma...
Parabéns

Um beijo

BF

Arabica disse...

A arte da paciência, a arte da espera...nem sempre conseguida com serenidade.
Tantas vezes engolida a custo!
Como caírão os relampagos num campo cansado de tempestades?

Não tens de agradecer, gosto de te ler e saber.
Beijos

CNS disse...

Espero que não seja um adeus...

tiaselma.com disse...

Então voltaste? Saudaaaaade! Fiquei sem saber da Árvore, o espaço infinito ma deu como arrancada... Replantei-a. Feliz, feliz...

Beijocas!

SONY disse...

Tempestades Grandes ou pequenas...passam...faz parte!
Enraíza-te nesta árvore...e fora dela também.
Um beijo minha Gas.

O tempo passa, passa e quando dou conta já passou mais um, dois meses, nem sei...
BEIJO GRANDEEEEEEEEEEEEEEEEE.

Arabica disse...

Porque sim, adivinho - te o olhar azul ;) Lá.


Beijinhos

disse...

É outono.. a folha fica dourada rubro
beijo

Laura disse...

Que saudades tinha eu das tuas palavras.
À espreita, como sempre, esta Laura que te admira.

f@ disse...

O beijo

doce nas raízes...

sempre o verde das pa lavras... !menso beijinho