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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Morrer de paixão

As primeiras baixas da escrita vão para a paixão, o encantamento, o impulso, a convulsão tremenda que atira o nexo e a cogitação para o esquecimento. Resguarda-se a Poesia como arma secreta, o ultimo sopro, a ansiada mas vã cartada.
Faz-se sangrar nas reticências o bater do coração.
Tudo se torna enorme.
Na mão do escritor a mariposa dança, a espada desfecha a golpes certeiros e abertos o fluír de uma corrente quente despejada de um sentir electrizado que o consome e alimenta. Deseja a dor da lágrima, a dor da saudade, a dor da dor, uma seiva contínua que floresce a cada desenho, cada rabiscado engelhando folhas, emoções, sentidos.
Sente-se satisfeito na insatisfação: falta-lhe o ar, sobeja-lhe a inspiração.
Enquanto escrever a morrer de paixão o verbo lhe valerá.



(in AM'art, eu como Sant'Ana, Set/2007)

12 comentários:

tiaselma.com disse...

Querida, louvado seja o verbo que nos desreprime e redime... Com ele vêm nosso dever e nossa salvação. Bendito seja,pois.

Sua leitora-fã.

Laura disse...

Lindo, Gasolina.
Forte, sentido e cheio de imagens.
Vejo filmes nas tuas palavras.

Papoila disse...

É isso mesmo
morrer de Paixão...
Sabes minha querida que a paixão também pode ser eterna... ser amor! Morro de paixão todos os dias nas lembranças destes últimos 3 anos.

Um Beijo pelas tuas sempre belas palavras.

BF

Gasolina disse...

Selma,

Salvador sim!
Quantas vezes ele já foi a minha espada no desespero, o riso da minha felicidade, a libertação no confinar de um espaço!


Obrigado.

Beijo a ti.
Com um abraço.

Gasolina disse...

Laura,

Obrigado.

Um trecho "falado" pelo narrador. Que no Am'art é personagem tão importante quanto o homem, as mulheres, a criança.

Bom... Mas isto são letras de outra história...


Beijo

Gasolina disse...

Papoila,

Que dessas lembranças o teu verbo continue a oferecer o que sempre belo recebo quando vou ao teu campo.

Nada foi em vão. Crê.


Beijo, Abraço Papoila dos Girassóis

Vicktor disse...

Querida Gasolina

Morrer de paixão é deixar sempre uma nesga de mundo por onde na primavera dos tempos a renovação é possível.

O nómada dos sentires, o marinheiro de porto em porto, um "olho de lince" vadio morre sempre de paixão...

Beijinho.

Gasolina disse...

Vicktor,

Já morri tantas vezes de paixão!

E sei que outras tantas hei-de perecer, porque só sei ser assim.


Beijo a ti.

isabel mendes ferreira disse...

tinham-me dito que por aqui se escrevia muito muito bem...


bolas ....:)

é muito verdade....andei a ler.


encantada.


_____________muito.

Gasolina disse...

Isabel Mendes Ferreira,


Quem te disse exagerou.

Obrigado.

Apenas o faço com o sentir.

Isabel disse...

:) reitero o que me tinham dito. mesmo.



sem exageros.


o sentir é fazer novo. sempre e outra vez.


___________________sorriso. bom.


.piano.

Gasolina disse...

Isabel,

Muito obrigado.

Mas... Responsabilidades acrescidas para os meus ombros!


Fica bem.