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domingo, 2 de maio de 2010

O bater do coração (dois)

Há quem pense - e se calhar deseje - (ou talvez não, talvez até o oposto) que eu parei com esta coisa das escrevinhações. Pensam mal. Errado. Não só não parei como aumentei a produção para quase o dobro. Simplesmente, o papel fascina-me e entre escolher o frio do vidro que me fere a vista, prefiro cerrar os olhos de prazer ao toque macio das folhas.


Mantenho a mesma paixão por esta Árvore e sem relógio a ditar-me horários muitas vezes aqui chego em tempos de dormir e sossego, quando no cansaço das vozes escritas abraço o tronco rugoso e lhe murmuro segredos pequeninos, quasi sem importância, meras coisas que trago do dia e carinhosamente ela me pede estórias.


Às vezes não o são, sou só eu, sou eu e as minhas invenções e as minhas falas, o meu mundo da Lua ou a desatenção de menina que me leva a outros lados, eu sentada a escrever, nunca saí daqui e no entanto...


O meu coração bate do outro lado do mundo. Também. Mas não sei explicar onde é esse lugar.

2 comentários:

Vicktor disse...

Querida Gasolina

É curiosos... tenho lido pouco de ti nesta Árvore maravilhosa mas sinto-te a escrever e a escrever e a escrever...

E quando as memórias me fazem desejar ler-te tenho comigo o teu perfume, o perfume das tuas mãos que ficou impregnado num livro que durante muito tempo seguraste e que finalmente a mim se chegou...

Beijo-te minha AMIGA.

Rui Fernandes disse...

Tanto papel, tantas árvores derrubadas...