Saltam os dedos um a um e contam-se sete, dizem, um número de sorte, cabalístico, para mim que prefiro os pares e nem tanto de algarismos sirvo o meu mundo nem dei por aqui chegar, só notei a
árvore a crescer, foram linhas e mais linhas, foi a vida a viver e eu dentro dela, eu e a árvore, eu e as árvores das vidas, umas a subirem e a florescerem na estação própria, umas quantas a definharem, ainda outras abatidas.
A das palavras enroupou-se no tronco e ramos em verbo mais ou menos constante consoante a vontade da luz, nunca interrompido sempre livre e idêntico à sua natureza, vir quando apetece, voltar a campo de frutos mesmo que tombados pelo chão quando a mão tem ensejo de os agarrar, apenas passar e olhar sem manifesto porque há dias de noite que a copa se cerra e os olhos só querem adivinhar contornos.
Por enquanto afago folhas nas palavras marcadas que saiem por entre dedos, não as conto, deixo-as ir como vento que penteia a Árvore, acaricia o tempo de aqui estarmos as duas.
* sem esquecer a malograda Flor da Palavra
* sem esquecer a malograda Flor da Palavra
