
Páginas limpas, sem odores, virginais.
Aqui começa tudo, não há vida para trás, Janeiro é o primeiro dos mentirosos, leva o colectivo na alucinação pungente do recomeço [quando começas, começo a partir de Janeiro], o outro já era e nada reboca, descascado até ao osso limpou das últimas horas [hoje é o primeiro dia da minha vida] o vidro embaciado, oh memóras malditas vão-se!!!
[Agenda: Coisas que não sei, coisas que quero, coisas melhores, coisas e mais coisas e também um eu todo novo, todo impossível.]
É impossível ser eu de novo sem o eu do ano findo, por isso entrelaço nas fitas das sapatilhas todos os anos desde o primeiro dia de Janeiro de um Ano que foi novo naquele dia e prometo! A partir de agora, só páginas limpas, só escrita à sério, só eu impossível, só eu numa estória!!!