
Aço nas espáduas, nos trapézios pendurar o tremor da queda, a caixa de ressonância a poluír nos décibeis inaudíveis o coração afundado no cravar até ao trespasse. Cheiram-se abraços, pescoços enroscados na transpiração nervosa do 1º minuto. Olhos: disparos, flashes, mosaicos projectados do caleidoscópio da cor, forma, abertura e fecho, tamanho. No tamanho das mãos esconde-se a mão da situação, agarra-se o pulso, sente-se o latejar da veia tresloucada, cruzam-se vontades no zoom detalhista dos gestos, grão de pele, toque, aperto, aconchego aos moldes naturalistas que o corpo provoca. Dilue-se o cenário, afugenta-se outros ruídos, cava-se na voz terrenos sentidos, cevadas que amadurecem rápidas como fumos sugados ao alto nos minutos dilatados que sobram. Nada sobeja, tudo se decalca, confirma-se a necessidade do movimento na precisão da palma aberta sobre áreas arrepiadas de confessos desejos. Gosta-se, goza-se, tira-se prazeirosamente hálitos bebidos na boca apertada, desatada na correría de dizer o verbo. Tempo: 90m. Corrige-se o ritmo cardíaco, baixa o trem de aterragem. Os dois passageiros acenam, até à próxima.