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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Setembro

Mês nove.

De repente. Assim, num estalar de dedos. Tão intempestivo.

Abriu os braços e atirou o que lhe antecedeu contra a parede, sem piedade e surdo aos rumores que ainda se sentem do mar.

Chegou e instalou-se. Fez-se imponente: O ano que inicia ao nono, que manda nas uvas, nos figos, nos frios matutinos e também nas tardes cansadas, na obrigação, no tempo, Ah! tempo! É tempo de mostrar, provar, prova-me Setembro que te temo nos dias que mirram e eu saudosa (de quê, de quê?) ensaio poemas no agasalho que puxo aos ombros, já é Setembro?!

...

Ficou sério num repente. Ou fiquei eu. Baixo-me pelos castanhos que me sobem à boca, folhas tesas e encarquilhadas de um Verão. Houve Verão este ano? Já não me lembro, parece que tenho de deitar as pernas à vida e correr, correr, correr...



(in Calendário 2008, C.G.)