
Não gosto de regras, não gosto de rotinas, não gosto de obrigações.
Só para contrariar e porque nestes trinta tanto pode ser Inverno como Verão remo uma vez mais na força de braços contra a corrente que me puxa.
Talvez deva aproveitar o 1º dia e como todas as coisas deveras importantes que se iniciam no principio do mês ou numa segunda-feira, hoje diga verdades.
E faça delas mentiras, jocosas, daquelas saborosas que de tão verdadeiras e desconcertantes se acham mentiras em que ninguém - alguém? - acredita.
E faça delas mentiras, jocosas, daquelas saborosas que de tão verdadeiras e desconcertantes se acham mentiras em que ninguém - alguém? - acredita.
Depois é só deixar crescer, o mercúrio sobe, o dia aumenta, a verdade dilata e lá para meados rebenta como uma borbulha purulenta, cheira mal, afasta-se, é mentira.
Este Abril brinca aos enigmas, aos disfarces de Estio no coração e por instantes a esperança de o ver instalado ofusca-nos da realidade do que falta para lá chegar.
E até lá a mentira. A fazer de verdade.
(in Calendários, C.G. -01/04/2008)